Ah, a Noruega…

•18 de outubro de 2012 • Comentários desativados em Ah, a Noruega…

Vamos mudar um pouco, acelerar o ritmo.

 
A banda de hoje é Lemaitre, uma dupla de noruegueses, Ketil e Ulrik, que começaram a fazer música juntos em 2010. O seu primeiro EP, The Friendly Sound, lançado em 2010, cumpre bem o que promete o nome: no estilo da banda, predominam os elementos característicos da música eletrônica, mas agregam ainda sons suaves que trazem certo “conforto”. Vozes suaves, violões, som ambiente, tudo vale para compor músicas equilibradas entre o passo rápido do eletrônico e as texturas da música Lounge. Entre as favoritas, ficam 1:18Strobes pt.2 The Friendly Sound, obviamente.
1:18

 

Depois de The Friendly Sound, a banda lançou ainda os EPs Relativity 1 Relativity 2, com boas músicas como Coffe Table, Keep Close Time to Realize. Atualmente, a banda diz que está trabalhando em novos materiais e segue fazendo diversos shows por aí. Espero que saia logo o que quer que seja que eles estão produzindo.

O estilo do Lemaitre é muito influenciado pelo Justice, Phoenix, Daft Punk, Deadmau5, Noisia, Ratatat e Röyksopp (uma banda norueguesa que, pelo que vi até agora, também é bastante interessante). Com influências assim, não é surpresa a qualidade do trabalho da banda.

Estou começando a achar que a Noruega será (ou já é?) meu país favorito… Com bandas como Kings of Convenience, sobre a qual já escrevi há algum tempo, Lemaitre, A-ha e Jim Stärk, não é para menos.

 

 

Infelizmente, por uma restrição do próprio YouTube, não consegui incorporar mais vídeos, mas ficam aqui alguns links para as melhores músicas dos caras, na minha opinião.

Splitting Colors

Keep Close

Time to Realize

Sceptics

Strobes Pt. 2

Site Oficial: http://www.lemaitremusic.com/

Mais músicas: http://soundcloud.com/serious-url

OFF-TOPIC: Se quiser uma boa surpresa, entre na aba “Merch” do site oficial da banda. Rolei de rir.

Escoteiros, belas paisagens e o clone da Lana del Rey

•17 de outubro de 2012 • Comentários desativados em Escoteiros, belas paisagens e o clone da Lana del Rey

Depois de alguns meses sem ir ao cinema, topei com algo muito bom logo de cara. “Bora pra Paulista, ver o que tem no Reserva!” Quase recusei, ainda bem que mudei de idéia.

Moorise Kingdom (2012) foi lançado esse ano e traz uma história relativamente simples em uma montagem pouco convencional, seja pela narrativa intermitente que por vezes parece mais uma cena dos bastidores, seja pelos cenários de cores fortes em contraste com o clima um tanto cinzento da ilhazinha onde se passa a história, seja pela oscilação de suas personagens entre o cômico e o trágico, entre a superficialidade de um estereótipo e a profundidade oculta, só vista nos momentos mais privados.

Dois amantes, igualmente atormentados, cada um por seus próprios demônios, escapam de suas vidas opressoras para procurar abrigo numa pequena baia, onde começam a entender o que realmente significa viver, e não apenas suportar, seus dias. Receita certa para um bom romance, não fosse o fato de que os protagonistas são crianças de (chuto eu) 10, 12 anos de idade, o pequeno Sam e a adorável Suzy, clone da Lana Del Rey.

Acho que vou deixar o resto da história para vocês descobrirem.

Ficha técnica

Moonrise Kingdom
Cinemas: Reserva Cultural (Av. Paulista, Gazeta)…
Ano: 2012
Diretor: Wes Anderson
Elenco:  Jared Gilman, Kara Hayward e Bruce Willis, entre outros
Fontes: http://www.imdb.com

Pra fugir do Itunes

•12 de outubro de 2012 • Comentários desativados em Pra fugir do Itunes

Hoje teremos um post um tanto geek. Deixemos a música por um momento e nos concentremos por um minuto em como a consumimos.

Opções limitadas

Opções de players de música para todas as plataformas possíveis e imagináveis não faltam, assim como artigos comparando tais opções. Deixemos então os simples players de lado.

Os players convencionais dependem de conteúdo já existente no seu computador, conteúdo esse normalmente acumulado por CDs ripados ou downloads ilegais, visto que as lojas virtuais de música são poucas e não têm muito a oferecer, por isso, são limitados a simplesmente reproduzirem o que você tem.

Novas alternativas

Por isso, a alternativa que vem sendo adotada largamente no exterior é o streaming de música digital. Pelo streaming, entenda-se, simplificadamente, que seu computador recebe os dados necessários para reproduzir determinada música diretamente da internet em tempo real, mas tais dados não são armazenados no computador. Assim, você pode ouvir suas músicas sem infringir nenhuma lei de copyright.

O streaming de música no Brasil

Pessoalmente, não conheço nenhum sistema de streaming gratuito no Brasil. Claro que podemos considerar a Last.FM e o Sonora do Terra, mas a experiência não é nem de longe a mesma de um player convencional e o conteúdo disponível dificilmente se iguala aos serviços disponíveis no exterior. Mais recentemente, com a entrada do serviço Rdio no Brasil, através de uma parceria com a OI, criando o OiRdio, parece que a tendência finalmente chegou, no entanto, a qualidade do serviço ainda é questionável, inclusive pela quantidade de mídia disponibilizada. Em dezembro de 2011 o Gizmodo falou sobre a possível vinda do serviço francês de streaming Deezer para o Brasil, prevista à época para janeiro de 2012, mas parece que a história ainda se desenrola, pois em agosto o site MobileTime relatou que as negociações com gravadoras e detentoras de direitos autorais continuam.

Diante desse quadro, restam os serviços gringos. Serviços de streaming como o Spotify ou o Pandora não estão disponíveis para o Brasil ainda, então nos resta apenas uma pequena maracutaia para conseguir aproveitá-los. Antes de sujar as mãos, no entanto, quero falar um pouco mais do Spotify, meu serviço favorito de streaming.


Mas o que é o Spotify?

Bom, para ser bem direto, é um player com uma imensa biblioteca de streaming à sua disposição, além de reconhecer automaticamente seus arquivos locais e suas bibliotecas do Windows Media Player e do Itunes. Para ter uma idéia mais completa, você pode visitar o site www.spotify.com. O serviço, atualmente, só está disponível em alguns países, incluindo EUA e Reino Unido, mas daremos um jeito nisso, aguardem!

E o que eu ganho trocando meu player pelo Spotify?

Em primeiro lugar, você não precisa trocar seu player. Os dois programas podem ser usados lado a lado. Mas em todo caso, alguns dos benefícios do Spotify:

-Imensa biblioteca de streaming
-Streaming ilimitado (Até alguns meses atrás, isso era limitado a 6 meses com uma conta gratuita, mas recentemente prorrogaram indefinidamente esse prazo)
-Possibilidade de ouvir músicas antes de comprar as músicas
-Grande potencial para descobrir novas bandas e artistas


-Diversos aplicativos para tornar a experiência mais social com playlists coletivas, letras de música, criação automática de playlists, etc.
-Compatível com scrobbling do Last.FM
-Sincroniza com Ipods e semelhantes (apenas arquivos locais para contas gratuitas)
-Possibilidade de criação de playlists vinculadas à conta (ou seja, disponíveis de qualquer computador com o Spotify instalado)
-Integração com o Facebook (dado que o número de usuários brasileiros é pequeno, isso não é muito útil atualmente)

Limitações

Como tudo que é de graça, o programa tem algumas limitações. Em primeiro lugar, existe um “travel limit”, ou seja, um limite de tempo em que o programa pode ser utilizado fora do lugar de registro. Esse limite é de 14 dias, mas há meios de contornar isso, sendo que há muitos tutoriais por ai sobre isso. Digamos apenas que você pode usar uma VPN ou proxies (basta acessar as configurações do programa) para resetar esse limite a cada 2 semanas.
(AVISO LEGAL: Este blog e seu escritor não se responsabilizam pelo uso feito das informações aqui disponibilizadas. As matérias aqui veiculadas tem caráter meramente informativo e não buscam influenciar ou incentivar a prática de atos ilícitos.)

Por fim, a parte gratuita do serviço é sustentada por anúncios, então às vezes você vai ouvir um pequeno anúncio no meio da sua playlist, fora os banners permanentes na interface do programa.

Fora isso, o único incômodo é aquele vivido por tantos usuários da Itunes Store Americana: para ter acesso a determinado conteúdo (nesse caso, para poder se livrar dessas limitações) você teria que ter uma conta Premium ou similar, mas essa conta Premium só pode ser paga com cartões emitidos nos países em que o serviço está disponível (para a lista completa, acesse o site www.spotify.com) através do PayPal.

O que mais faz falta da conta Premium é a possibilidade de ouvir suas músicas offline e o acesso aos aplicativos para Android e iOS do Spotify.

O que fazer?

Bom, inicialmente o ideal seria ter um cartão de crédito americano ou uma conta PayPal de lá, pois os US$9,99 por mês valem muito a pena. Por outro lado, se escolher a via escusa, não terá dificuldades também, apesar da possível ilegalidade disso, mas terá que aguentar as limitações que vimos acima. Em caso de dúvidas, o Google está sempre à disposição, assim como este humilde escritor que vos fala. Basta deixar qualquer pergunta nos comentários.

Feliz acaso

•11 de outubro de 2012 • 1 Comentário

Sempre fui um fã de folk, aquela coisa bem “voz e violão”, mas sempre foi uma coisa muito ocasional: nunca cheguei a achar uma boa banda folk. Uma ou outra passavam perto, outra tinha aquela ou outra música no estilo, mas sempre um “tropeço de sorte”.

Estava eu um dia desses “fuçando” a internet pelo StumbleUpon e encontrei esse vídeo:

Nem ia assistir o vídeo por falta de paciência, mas enquanto eu fazia alguma outra coisa o vídeo carregou sozinho e começou a tocar. Tanta sorte.

Mal voltei para o computador, abri logo o Spotify (post sobre ele logo mais!) e comecei a procurar outras músicas do cara. Nem preciso dizer que o álbum dele está entre os mais tocados da minha biblioteca.

Pequeno histórico:
Ben Howard é um músico inglês, atualmente com 23 anos (!), nascido em Devon, UK. O seu primeiro álbum se chama “Every Kingdom” e foi lançado em 2011 pela Island Records. O estilo dele é basicamente sobre o que eu falava: folk, folk, folk.

Confesso que quando ouvi pelo primeira vez, jurei que era um cantor de country americano, tanto pelo estilo do violão, quanto pela voz. As letras são às vezes um pouco sombrias, mas bem variadas também. Algumas músicas mais famosas, como “Old Pine” e “Everything”, têm um quê de countryside, e parecem me levar direto pra uma estrada empoeirada num fim de tarde.

 
Bom, acho que não posso recomendar o suficiente esse cara, então deixo vocês com alguns vídeos e outros links.

 

Vídeos

“The Wolves” – https://www.youtube.com/watch?v=BLQaGEI5D2Q
“Keep Your Head Up” – https://www.youtube.com/watch?v=ADP65wbBUpc
“The Fear” – https://www.youtube.com/watch?v=dnxCxHLAqn8
“Empty Corridors” (não está no CD, mas é muito boa também) – https://www.youtube.com/watch?v=Ig65hl9XAZs

Links:
http://www.benhowardmusic.co.uk/
https://www.myspace.com/benhoward

Antecipação!

•10 de outubro de 2012 • 1 Comentário

Bem-vindos! Que muitas coisas possamos descobrir, que muitas besteiras sejam ditas, que muitas cervejas sejam tomadas.

Comecemos, pois!